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Seminário_Comunicação_Pública_e_Cidadania

Comunicação pública é discutida em seminário

Evento subsidiou as discussões para construção da Política de Comunicação da UFG

Texto: Serena Veloso
Fotos: Camila Caetano

Com o objetivo de discutir a comunicação pública e compartilhar experiências e conceitos na área, em especial voltados para as instituições públicas, a Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), Assessoria de Comunicação (Ascom), Rádio Universitária, Fundação RTVE e TV UFG se reuniram para realizar o Seminário de Comunicação Pública e Cidadania. O evento, que ocorreu nos dias 25 e 26 de novembro, no Centro de Cultura e Eventos Professor Ricardo Freua Bufáiçal, integra as comemorações dos seis anos da TV UFG e 50 anos do curso de Jornalismo. Na ocasião também foi lançada a marca da Política de Comunicação da Universidade, que está sendo elaborada em ação conjunta desses órgãos.

Durante a abertura do evento, o gerente da TV UFG Michael Valim destacou a importância da integração entre os órgãos que trabalham com comunicação na UFG para uma maior penetração da área na própria instituição. “Esse seminário é prova da capacidade de organização de mobilização que a equipe de comunicação da UFG”. Ao lembrar os seis anos da TV UFG celebrados em 2015, Michael Valim comemorou as conquistas da emissora no ano, com inclusão de dois novos programas na grade de programação, além da parceria em programas independentes.

Seminário Comunicação Pública e Cidadania

Representantes da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), TV UFG, Assessoria de Comunicação, Rádio Universitária e Fundação RTVE compuseram mesa de abertura do evento

Para a coordenadora do curso de jornalismo da FIC, Angelita Lima, o seminário é uma agenda positiva e propositiva para construção de novos modelos de comunicação que contemplam outras lógicas que não a das empresas privadas e que busque a cidadania como viés. O evento abre as atividades dos 50 anos do curso de jornalismo na UFG, que se seguirão com outros seminários e palestras, além da implantação da nova estrutura curricular do curso, com a criação do bacharelado em Jornalismo, deixando de ser uma habilitação da Comunicação Social.

A ideia do seminário é também colaborar, por meio da participação coletiva da comunidade universitária, na construção da Política de Comunicação da UFG, que irá nortear a atuação da área na instituição. De acordo com a coordenadora de Relações Públicas da Ascom da UFG, Daiana Stasiak, a proposta de integração das áreas de comunicação na UFG com a criação de um Centro de Comunicação surgiu em 2007 e foi discutida com os diversos órgãos envolvidos, no entanto sem que fosse colocada em prática. Em 2014, a ideia foi retomada pela Ascom, TV UFG e Rádio Universitária, que diagnosticaram a necessidade de elaboração de uma política que pudesse orientar essa integração. “A equipe acredita que a política de comunicação é um instrumento de gestão moderno que vai permitir criar uma cultura de comunicação na Universidade”, enfatizou Daiana Stasiak. A coordenadora de relações públicas apresentou a marca da política e comentou a importância da participação de toda a Universidade nesse processo a qual poderá acompanhar cada etapa nas diversas plataformas e canais de comunicação que serão criadas para interação.

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Reitor da UFG, Orlando Amaral, esteve na abertura e destacou esforços da Universidade em garantir a realização de uma comunicação que reflita melhor a realidade atual da instituição

 

Conferência

A manhã de atividades do Seminário de Comunicação Pública e Cidadania teve continuidade com a conferência Comunicação Pública no Brasil, mediada pelo diretor da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), Magno Medeiros. A partir da concepção de comunicação pública sobre três eixos  - o governamental, o dos movimentos sociais e o da divulgação científica - a professora de Pós-Graduação em Comunicação, Graça França Monteiro, participante da mesa, trouxe um histórico do surgimento da comunicação pública no país. Na vertente governamental, a professora apontou que o conceito foi primeiramente disseminado na academia para anos depois ser aplicado nos órgãos públicos sob princípios como o direito do cidadão de acesso à informação, dever do estado informar em linguagem inteligível, busca por diálogo e interatividade e construção de conteúdos informativos, educativos e de orientação social com ética e transparência. Um dos resultados dessa aplicação é a Lei de Acesso à Informação, criada com o objetivo de garantir o direito a qualquer informação de domínio público.

Em relação aos movimentos sociais, Graça França Monteiro apontou que “são os que mais evoluíram em termos de comunicação pública” e exemplificou já na década de 1980 a tentativa da Unesco, com o relatório Mc Bride em identificar os problemas da comunicação no mundo e sugerir uma nova ordem comunicacional para promover o desenvolvimento humano. “O fundamento desse relatório é o direito de comunicar. Hoje a gente saiu do direito de comunicar para o direito à comunicação que é mais abrangente”, comentou e lembrou a atuação dos diversos coletivos de comunicação e observatórios da comunicação pública.

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"A comunicação em torno da ciência e tecnologia ainda é muito restrita", declarou a professora Graça Monteiro França

 Já o gerente executivo de relações institucionais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Nilson Roberto da Silva, analisou as dificuldades e desafios da gestão da comunicação pública no Brasil. Segundo ele, as diferenças entre os processos de estruturação orçamentária entre os setores público e privado da comunicação, sendo o primeiro dependente do orçamento fiscal, além da falta de liberdade para captação de recursos por parte dos órgãos de comunicação pública como a EBC e a competitividade desleal com o mercado consumidor são alguns dos obstáculos encontrados para que a comunicação pública possa se desenvolver no país.

Um exemplo dado pelo representante da EBC é o lento processo de atualização das tecnologias no setor público da comunicação por conta dos próprios empecilhos da legislação, o que vem interferir na intenção de levar ao consumidor um produto de qualidade. “Enquanto estamos lutando para digitalizar e trazer imagens em HD, outras emissoras já estão importando tecnologia do Japão de 4k e 8k, com melhores imagens e melhor qualidade de som. Para competirmos com esses elementos econômicos precisamos ter condições de atuar com igualdade”, avaliou.

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Representante da EBC afirmou que, apesar das dificuldades, a empresa é uma das que mais cresce em percentual de orçamento em relação a outras emissoras públicas no mundo

Fonte : Ascom UFG

Categorias : Notícias de capa seminário comunicação pública

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